A Vale divulgou nesta quinta-feira (30) os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026. De acordo com o boletim divulgado, a companhia encerrou o período com lucro líquido atribuível de US$ 1,375 bilhão.
Houve um avanço dos principais indicadores operacionais. A receita líquida cresceu 19% na comparação anual, para US$ 10,498 bilhões, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) proforma aumentou 19%, alcançando US$ 4,066 bilhões.
“Entregamos resultados sólidos em todas as nossas áreas de negócio na comparação ano a ano, com o minério de ferro alcançando sua maior produção para um segundo trimestre desde 2018 e o cobre registrando seu melhor desempenho para um segundo trimestre em nove anos. O sólido desempenho refletido no EBITDA e na geração de caixa demonstra a força e a resiliência da Vale em um ambiente global dinâmico, apoiados pela alta qualidade dos nossos ativos e pelo nosso compromisso consistente com a excelência operacional e a eficiência. Estou muito confiante no futuro da Vale, à medida que continuamos a operar nossos ativos de forma consistente, investir em projetos de alto retorno e remunerar nossos acionistas, ao mesmo tempo em que criamos valor para a sociedade”, afirmou o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, em nota.
Na comparação trimestral, a receita líquida avançou 13% e o Ebitda proforma cresceu 4%, indicando que a geração operacional permaneceu consistente ao longo do período, mesmo com fatores que pressionaram o resultado contábil final.
Programas de eficiência e o aumento da produção — que dilui custos fixos — ajudaram a minimizar a alta dos custos por fatores externos. O custo caixa C1 — da mina ao porto e excluindo compras de terceiros — aumentou 9% ano/ano, para US$ 24,1/t, e o custo all-in, que inclui frete e outros componentes da cadeia produtiva, teve alta de 18%, para US$ 61,6/t.
Diante da expectativa para o preço do petróleo e para o câmbio no restante do ano, a Vale atualizou sua projeção de custo caixa C1 para uma faixa de US$ 22,5 a 23,5/t, contra US$ 20 a 21,5/t estabelecida anteriormente. A projeção do custo all-in subiu para US$ 58 a 62/t, contra US$ 52 a 56/t na projeção anterior.
Resultados da Vale Base Metals e volatilidade cambial
Já na unidade de metais básicos, os custos all-in estão em queda. No cobre, caíram US$ 1,7 mil/t ano/ano, para um custo negativo de US$ 300/t; e, no níquel, caíram 17%, para US$ 10,3 mil/t, influenciados principalmente pelo desempenho operacional robusto e pela maior receita de subprodutos.
A Vale também decidiu atualizar suas projeções de custos para metais básicos devido à maior eficiência operacional, além da previsão de maiores receitas com subprodutos, como o ouro.
As novas projeções são de US$ 0-500/t para o cobre (contra US$ 1-1,5 mil/t anteriormente) e US$ 10-11,5 mil/t para o níquel (contra US$ 12-13,5 mil/t). O sólido desempenho no primeiro semestre também permitiu a atualização do guidance de produção de cobre e níquel, agora em 360-380 mil toneladas (contra 350-380 mil toneladas) e 185-200 mil toneladas (contra 175-200 mil toneladas), respectivamente.
A volatilidade do câmbio afetou negativamente o lucro líquido Proforma, que caiu 35% na comparação anual, para R$ 7,8 bilhões. Em dólares, o lucro líquido atingiu US$ 1,6 bilhão, retração de 26%. O indicador exclui itens não recorrentes.
A Vale anunciou o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio no valor total de US$ 1,7 bilhão, referente ao resultado do primeiro semestre, a ser pago em setembro. Também foi lançado um novo programa de recompra de ações, limitado a um máximo de 100 milhões de ações. No segundo trimestre, foram recompradas cerca de 8,77 milhões de ações, no valor total de US$ 140 milhões, como parte do programa anunciado em fevereiro de 2025.
O fluxo de caixa livre recorrente fechou o trimestre em US$ 1,5 bilhão, alta de US$ 497 milhões ano/ano, influenciado pelo maior EBITDA Proforma — o que também favoreceu uma queda na dívida líquida expandida. No final do segundo trimestre, esse indicador ficou em US$ 16,7 bilhões, recuo de US$ 1,1 bilhão em relação ao trimestre anterior, mais próximo do centro da meta de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões estipulada pela companhia.
A companhia também fez importantes avanços nos projetos no sudeste do Pará: teve início a operação do Serra Sul +20, que, junto ao projeto Britador de Compactos, adicionará 20 milhões de toneladas de capacidade de produção ao S11D, a operação de minério de ferro mais competitiva da empresa. Já o projeto de cobre Bacaba (50 mil toneladas por ano) teve sua data de início de operação antecipada do primeiro semestre de 2028 para o terceiro trimestre de 2027 e apoiará a meta de dobrar a produção de cobre até 2035.
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Fonte: https://radarmineracao.com.br/vale-divulga-os-resultados-financeiros-do-trimestre/









