domingo, setembro 13, 2026
BURITIPAR
  • Home
  • Quem Somos
  • Contato
  • Últimas Notícias
  • Economia
  • Geral
No Result
View All Result
  • Home
  • Quem Somos
  • Contato
  • Últimas Notícias
  • Economia
  • Geral
No Result
View All Result
BURITIPAR
No Result
View All Result
Home Infra

TCU aprova 1ª concessão de rodovia estruturada integralmente para free flow

redacao by redacao
27/08/2026
in Infra
0 0
0
TCU aprova 1ª concessão de rodovia estruturada integralmente para free flow
0
SHARES
0
VIEWS
Share on FacebookShare on Twitter


Amanda Pupo, da Agência iNFRA

A primeira concessão rodoviária federal concebida para funcionar integralmente com o pedágio sem cancelas – o free flow – recebeu aval do TCU (Tribunal de Contas da União) nesta quarta-feira (26), liberando o governo a publicar o edital com previsão de que o leilão seja realizado ainda neste ano. É o projeto para nova operação das BRs-324/116, na Bahia, chamado de Rota 2 de Julho (antiga ViaBahia). Veja o acórdão.

Ele embute na modelagem uma mudança significativa na formação dos valores de pedágio e inaugura uma nova etapa das concessões de rodovias no Brasil, aproximando os projetos do conceito de fazer com que o usuário pague pelo uso da via de forma mais proporcional à extensão viajada. 

Para melhorar a adesão do free flow no país, a definição das tarifas passa agora a ser escalonada, em quatro tipos, e condicionada expressamente à forma e ao prazo de pagamento da tarifa. O motorista que levar mais tempo para pagar vai arcar com um pedágio mais alto, além da multa se a quitação ocorrer após o prazo legal, prevista no Código de Trânsito. O objetivo principal do modelo é o de deixar a tarifa referencial menor – que é aquela cobrada do usuário que adere ao pagamento automático. 

O estímulo é essencial para dar funcionalidade às concessões que já nascem formatadas para rodar apenas com free flow. Como esse pedágio não tem barreiras físicas para evitar o não pagamento, foi necessário criar um incentivo mais agressivo à quitação automática, atacando o nível de inadimplência do modelo, que em alguns casos chega a dois dígitos e é consideravelmente maior que o registrado nas praças tradicionais. 

O novo sistema de definição das tarifas foi aprovado pela corte após um intenso diálogo entre as áreas técnicas do TCU, da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e do Ministério dos Transportes. Ele resultou em ajustes nos instrumentos que sustentam a modelagem, embora o conceito tenha sido integralmente mantido. A avaliação feita por técnicos do Executivo é que essa troca aparou arestas e robusteceu a estruturação. 

Embora ainda não absorva todas as inovações do que será a sexta etapa de concessões rodoviárias, a Rota 2 de Julho é a primeira integralmente modelada sem considerar praças de pedágio tradicionais. Nos últimos leilões, a migração é possibilitada contratualmente, mas as estruturações foram feitas considerando cobrança de tarifa por praças físicas.  

Na 2 de Julho, a operadora só poderá iniciar a cobrança por meio dos pórticos de free flow – são doze previstos, contra sete praças tradicionais que rodavam na antiga concessão. 

As quatro tarifas 
A partir da análise e contribuições da AudRodoviaAviação (Unidade de Auditoria Especializada em Infraestrutura Rodoviária e Aviação Civil), por exemplo, a ANTT reduziu o valor dos multiplicadores que aumentam a tarifa de quem não faz pagamento no prazo de 30 dias. A TP (tarifa de pedágio) 2, que é aplicada a quem não adota o pagamento automático (usuário avulso), mas quita o pedágio dentro do prazo legal de 30 dias, será a tarifa básica multiplicada por 1,25 – neste caso, o multiplicador não foi alterado. 

Já a TP3 é a tarifa de pedágio de quem paga depois do prazo de 30 dias definido pela lei e em até 180 dias. O valor será definido pela TP1 multiplicada por 1,875 – ante 2,5 do projeto original. Além do preço maior, esse usuário pagará ainda pelos custos de notificação e encargos administrativos e regulatórios que podem ser aplicados – fora a multa de evasão de R$ 195,23 estabelecida pelo código de trânsito, que não é faturada pela concessionária. 

A TP4 tem a mesma lógica, mas é ainda mais alta por ser cobrada do usuário que não paga a tarifa em 180 dias. O valor é a TP1 multiplicada por 2,71, contra 3,75 da versão enviada inicialmente ao TCU.

A magnitude dos multiplicadores foi reduzida após a área técnica cobrar que os adicionais fossem dimensionados de forma a cobrir proporcionalmente os custos de evasão.

A auditoria tinha receio de que eles pudessem gerar excedentes excessivos que afetariam o cálculo da própria tarifa básica de pedágio. Também queria evitar que o equilíbrio da concessão dependesse da existência de inadimplência. Isso porque, com a nova sistemática, o objetivo é que o diferencial das tarifas mais caras compense a inadimplência registrada na operação. 

Compartilhamento de risco
Outra mudança já realizada na modelagem a partir da análise da área técnica é sobre o destino do valor da tarifa que é paga após 180 dias, a TP4 – momento em que o usuário já é considerado inadimplente. Com a evasão caracterizada, independentemente de o usuário pagar essa tarifa depois ou não, a matriz de compartilhamento de risco é acionada e a concessionária tem o direito de ser ressarcida numa proporção de 90% da tarifa básica. 

Além disso, na modelagem original, se depois dos 180 dias o usuário pagar a tarifa – já no valor de TP4 –, 50% iria para a concessionária e o restante seria do poder concedente, como recurso vinculado. Na avaliação dos auditores do TCU, contudo, essa proporção incentivaria as operadoras a fazer uma cobrança mais ostensiva dos usuários inadimplentes somente após o prazo de 180 dias. 

“Há conflito de interesses claro na sistemática de recebimento das tarifas de free flow. Se para o usuário o melhor cenário é o pagamento pela tag, para a concessionária o melhor cenário é o pagamento após os 180 dias”, apontaram os técnicos. 

A partir disso, a divisão da TP4 foi alterada, com porcentual escalonado, num parâmetro anual. Será destinada à concessionária somente 10% da receita recuperada referente ao usuário que passou pelo pedágio eletrônico há um ano, enquanto a partir do quinto ano, caso haja recuperação, a concessionária terá direito a 60%. 

Outro ponto alterado na modelagem é o funcionamento da conta gráfica pela qual serão feitas as compensações da inadimplência. A receita de compensação será tratada como recurso vinculado, depositado em conta específica. Assim, este montante não afeta diretamente o cálculo da tarifa de pedágio, ou seja, as variações decorrentes da proporção de usuários que realizam o pagamento avulso, a taxa de inadimplência e o momento de pagamento não são refletidas imediatamente em aumentos ou reduções tarifárias. 

Determinações
O projeto da Rota 2 de Julho prevê R$ 14,8 bilhões em Capex e R$ 6,5 bilhões em Opex. Estão projetados 306,6 quilômetros de duplicação na BR-116/BA, 192 quilômetros de faixas adicionais em pista dupla na BR-324/BA (somando os dois sentidos), 63,7 quilômetros de faixas adicionais em pista simples e 36 quilômetros de vias marginais.

Como o modelo do funcionamento do free flow foi refinado durante a instrução do processo no TCU, as determinações feitas pelo plenário da corte se resumiram a questões mais pontuais do projeto e à liberação para a ViaBahia, antiga concessionária, participar do certame se desejar.

Uma vez que a modelagem sai do tribunal mais azeitada com o governo, a expectativa é de que o edital seja publicado nas próximas semanas, com leilão esperado para dezembro.

A vedação à ViaBahia havia sido incluída pelo Executivo no projeto, mas a operadora contestou a existência da regra por, segundo ela, violar as premissas do termo negociado na SecexConsenso pelo qual o antigo contrato foi encerrado – argumento com o qual o tribunal concordou. De acordo com o ministro relator do caso, Odair Cunha, o Ministério dos Transportes já informou à corte que a cláusula de restrição não estará no edital.

Antes de seguir com o projeto, o governo também terá de ajustar o modelo econômico-financeiro para considerar uma obra que não foi prevista na orçamentação, além de precisar corrigir a incompatibilidade dos percentuais dos degraus tarifários previstos na minuta contratual e no MEF (Modelo Econômico-Financeiro).



Source link

Previous Post

Serviços ocuparam 15,9 milhões e pagaram média de 2,2 mínimos em 2024

Next Post

Cid Gomes deve relatar o PL do Redata no Senado

redacao

redacao

Next Post
Cid Gomes deve relatar o PL do Redata no Senado

Cid Gomes deve relatar o PL do Redata no Senado

Stay Connected test

  • 24k Followers
  • 99 Subscribers
  • Trending
  • Comments
  • Latest
MPF pede suspensão de dragagem da Alcoa no Rio Amazonas

MPF pede suspensão de dragagem da Alcoa no Rio Amazonas

25/07/2026
Alexei Vivan é eleito novo presidente do FMASE

Alexei Vivan é eleito novo presidente do FMASE

08/08/2026
Enel SP alega vício no processo e diz que caducidade não é a melhor solução

Enel SP alega vício no processo e diz que caducidade não é a melhor solução

06/09/2026
EDP defende transição entre normas de curtailment para aderir a termo

EDP defende transição entre normas de curtailment para aderir a termo

20/08/2026
Dono de Porsche que matou motorista de app em SP vai a júri popular

Dono de Porsche que matou motorista de app em SP vai a júri popular

0
São Paulo tem a menor temperatura do ano nesta madrugada

São Paulo tem a menor temperatura do ano nesta madrugada

0
Cesta básica fica mais cara em todas as capitais no mês de abril

Cesta básica fica mais cara em todas as capitais no mês de abril

0
Embraer firma parceria com metalúrgica indiana 

Embraer firma parceria com metalúrgica indiana 

0
ANTT homologa vitória da EPR na concessão da Régis Bittencourt

ANTT homologa vitória da EPR na concessão da Régis Bittencourt

13/09/2026
Cade aprova entrada da Shell no bloco Tupinambá, na Bacia de Santos

Cade aprova entrada da Shell no bloco Tupinambá, na Bacia de Santos

13/09/2026
Cesta básica ficou mais barata em 25 capitais em agosto

Cesta básica ficou mais barata em 25 capitais em agosto

13/09/2026
Fachin dá 24 horas para PF esclarecer situação de dados do celular de Vorcaro

Fachin dá 24 horas para PF esclarecer situação de dados do celular de Vorcaro

13/09/2026

Recent News

ANTT homologa vitória da EPR na concessão da Régis Bittencourt

ANTT homologa vitória da EPR na concessão da Régis Bittencourt

13/09/2026
Cade aprova entrada da Shell no bloco Tupinambá, na Bacia de Santos

Cade aprova entrada da Shell no bloco Tupinambá, na Bacia de Santos

13/09/2026
Cesta básica ficou mais barata em 25 capitais em agosto

Cesta básica ficou mais barata em 25 capitais em agosto

13/09/2026
Fachin dá 24 horas para PF esclarecer situação de dados do celular de Vorcaro

Fachin dá 24 horas para PF esclarecer situação de dados do celular de Vorcaro

13/09/2026
BURITIPAR

© 2026 ISTO É SÃO PAULO

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
No Result
View All Result
  • Home
  • Quem Somos
  • Contato
  • Últimas Notícias
  • Economia
  • Geral

© 2026 ISTO É SÃO PAULO