A Anglo American divulgou o relatório de produção do segundo trimestre, confirmando a aposta em cobre e minério de ferro. Globalmente, a produção de minério de ferro premium – segmento que reúne as operações Minas-Rio, no Brasil, e Kumba Iron Ore, na África do Sul, teve redução de 3% em relação ao mesmo período do ano passado. Nas operações de cobre, a produção ficou estável.
O recuo no minério de ferro foi atribuído à manutenção programada nas operações da África do Sul, além de menores teores de minério e recuperação de massa no complexo Minas-Rio, em Minas Gerais.
A produção total de minério de ferro premium totalizou 15,4 milhões de toneladas, ante 15,9 milhões de toneladas registradas no segundo trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, houve crescimento de 1%.
Em comunicado para a imprensa, o CEO da Anglo American, Duncan Wanblad, disse que as operações ficaram estáveis e, tanto o segmento de minério de ferro quanto o de cobre seguem operando conforme o planejamento da companhia.
“Entregamos mais um trimestre sólido em cobre e minério de ferro premium, com desempenho acompanhando bem o planejado. Em cobre, Collahuasi e Quellaveco ampliaram a produção em relação ao primeiro trimestre, enquanto a retomada da segunda planta de Los Bronces continua agregando produção rentável. Em minério de ferro premium, Kumba e Minas-Rio mantiveram desempenho operacional estável”, afirmou.
Por esse entendimento, a Anglo American manteve inalteradas suas projeções de produção para 2026. Além disso, reduziu a estimativa de custos para o negócio de cobre.
Cobre permanece estável e custos caem
A produção de cobre da mineradora somou 173,2 mil toneladas: volume semelhante ao produzido no segundo trimestre de 2025 e 2% acima do primeiro trimestre deste ano.
O resultado foi sustentado pelo aumento do processamento em Los Bronces, no Chile, compensando o processamento de estoques de menor teor em Collahuasi e a redução prevista dos teores de minério em Quellaveco, ambos no Peru.
Além da estabilidade da produção, a Anglo American anunciou uma revisão para baixo em sua estimativa de custos unitários do negócio. A companhia também reduziu sua projeção de custo unitário para o cobre, de cerca de 172 para 145 centavos de dólar por libra (unidade utilizada internacionalmente para medir o custo de produção do metal). A revisão reflete ganhos operacionais, maiores créditos obtidos com subprodutos, como o molibdênio, e disciplina na gestão de custos.
No Chile, a estimativa foi reduzida de cerca de 230 para 210 centavos de dólar por libra, enquanto no Peru caiu de aproximadamente 100 para 65 centavos de dólar por libra.
Wanblad destacou que, embora o conflito no Oriente Médio esteja provocando pressões inflacionárias sobre combustíveis e outros insumos de mineração, a companhia conseguiu compensar parte desses impactos por meio da gestão da cadeia de suprimentos e do controle de custos.
Guidance é mantido para minério de ferro e cobre
A Anglo American manteve inalteradas suas projeções operacionais para 2026. No minério de ferro premium, a expectativa permanece entre 55 milhões e 59 milhões de toneladas, sendo 31 milhões a 33 milhões de toneladas provenientes da Kumba Iron Ore e 24 milhões a 26 milhões de toneladas do complexo Minas-Rio.
Para o cobre, a companhia continua projetando produção entre 700 mil e 760 mil toneladas em 2026, com 390 mil a 420 mil toneladas no Chile e 310 mil a 340 mil toneladas no Peru.
A divulgação do desempenho operacional também reforçou o avanço da estratégia de simplificação do portfólio da Anglo American. A companhia segue trabalhando na venda dos negócios de carvão metalúrgico, níquel e da De Beers, enquanto mantém o cronograma da fusão com a Teck, prevista para ser concluída entre setembro de 2026 e março de 2027, dependendo apenas da aprovação regulatória na China.
Com essa reorganização, a mineradora pretende concentrar seus investimentos em cobre e minério de ferro premium, considerados minerais estratégicos para atender à crescente demanda global por eletrificação, infraestrutura e transição energética.
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Fonte: https://radarmineracao.com.br/anglo-american-mantem-producao-de-cobre-e-tem-queda-de-ferro/











