A Vale encerrou o segundo trimestre de 2026 com crescimento da produção e das vendas em todos os seus principais segmentos de negócios. De acordo com relatório divulgado pela empresa na terça-feira (21/7), o desempenho operacional foi impulsionado pela evolução de projetos de expansão, aumento da produtividade em minas e usinas e recordes de produção em ativos estratégicos, consolidando o melhor segundo trimestre para minério de ferro desde 2018, para cobre desde 2017 e para níquel desde 2020.
No período, a companhia produziu 84,3 milhões de toneladas de minério de ferro, 98,4 mil toneladas de cobre e 42 mil toneladas de níquel, todos volumes superiores aos registrados no mesmo trimestre do ano anterior. As vendas de minério de ferro também avançaram, refletindo tanto o aumento da produção quanto a comercialização de estoques.
Minério de ferro: melhor segundo trimestre desde 2018
A produção de minério de ferro alcançou 84,3 milhões de toneladas, crescimento de 1% em relação ao segundo trimestre de 2025, equivalente a um acréscimo de 700 mil toneladas.
O principal destaque foi o Sistema Norte, onde o complexo S11D registrou novo recorde para um segundo trimestre, com produção de 23,4 milhões de toneladas: 2,5 milhões de toneladas acima do mesmo período do ano passado.
No Sistema Sudeste, a produção chegou a 24,3 milhões de toneladas, alta de 3,3 milhões de toneladas na comparação anual. O desempenho foi impulsionado por três fatores principais:
- avanço do ramp-up do projeto Capanema;
- aumento da produtividade na mina de Alegria, após ampliação da capacidade de britagem;
- retomada da produção na mina de Água Limpa, reiniciada em junho de 2025.
Já o Sistema Sul apresentou desempenho operacional superior no Complexo Vargem Grande, beneficiado pela evolução do ramp-up da planta VGR1, embora a produção consolidada da região tenha registrado redução.
As vendas de minério de ferro somaram 79,7 milhões de toneladas, crescimento de 3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior, refletindo tanto o maior volume produzido quanto a redução de estoques.
Suspensão temporária em Omã
A produção de pelotas totalizou 7,3 milhões de toneladas, uma queda de 7% na comparação anual.
Segundo a companhia, a redução ocorreu em função da suspensão temporária das operações das plantas localizadas em Omã durante parte do trimestre.
Apesar disso, algumas unidades brasileiras apresentaram crescimento. No Sistema Sudeste, a produção de pelotas aumentou 22,4%, enquanto o Sistema Sul registrou alta de 7,7% na comparação com o segundo trimestre de 2025.
Cobre registra melhor resultado desde 2017

A produção de cobre alcançou 98,4 mil toneladas, avanço de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, estabelecendo o melhor desempenho para um segundo trimestre desde 2017.
O crescimento foi liderado pelos ativos brasileiros.
Em Salobo, a produção atingiu 52,4 mil toneladas, novo recorde para um segundo trimestre, resultado atribuído à estabilidade operacional do complexo e ao desempenho da mina e da usina.
Já Sossego produziu 25,9 mil toneladas, incremento de 5,4 mil toneladas na comparação anual e também o melhor resultado para um segundo trimestre desde 2017. A Vale informou que as operações da usina foram intensificadas antes da reforma programada do moinho SAG.
No Canadá, Voisey’s Bay ampliou a produção de cobre acabado de origem própria em 20%, passando de 5 mil para 6 mil toneladas, ajudando a compensar impactos de manutenção e do período de degelo em outras operações canadenses.
Crescimento da produção de níquel

A produção de níquel somou 42 mil toneladas no trimestre, crescimento de 4% sobre o mesmo período de 2025 e o melhor desempenho para um segundo trimestre desde 2020.
O principal destaque foi Onça Puma, que registrou produção recorde para o período. A unidade produziu 9,4 mil toneladas de níquel acabado de origem própria, aumento de 4,6 mil toneladas em relação ao ano anterior, impulsionado pelo forte desempenho do segundo forno.
Também houve avanço em Voisey’s Bay, onde a produção de níquel acabado alcançou 10,4 mil toneladas. O resultado foi favorecido pelo aumento de 17% na extração de minério das minas subterrâneas, permitindo que a refinaria de Long Harbour registrasse sua maior produção trimestral.
Em Sudbury, a produção foi impactada por paradas programadas de manutenção nas instalações downstream. Ainda assim, a refinaria de Copper Cliff elevou sua produtividade em 8%, enquanto o retorno à operação do Moinho de Barras número 1 da usina de Clarabelle, em junho, contribuiu para ampliar gradualmente a capacidade de processamento da unidade.
Produção e vendas avançam em todos os segmentos
Os resultados do segundo trimestre reforçam a estratégia da Vale de aumentar a eficiência operacional e elevar a utilização de seus principais ativos.
No minério de ferro, o avanço dos projetos Capanema e VGR1, aliado ao recorde de produção do S11D, sustentou o melhor desempenho para um segundo trimestre em oito anos. Em metais básicos, a performance dos ativos brasileiros e canadenses permitiu elevar a produção de cobre e níquel, mesmo com paradas programadas de manutenção em algumas operações.
Além do crescimento da produção, a companhia também registrou aumento das vendas de minério de ferro, encerrando o trimestre com desempenho operacional positivo em todas as suas principais linhas de negócio.
A empresa pretende publicar os resultados financeiros do 2º trimestre em 30 de julho, e, no dia seguinte, prevê uma teleconferência com analistas e investidores.
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Fonte: https://radarmineracao.com.br/vale-cresce-producao-no-segundo-trimestre-de-2026/













