da Agência iNFRA
Um levantamento da ClickBus, elaborado em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), mostra que as passagens aéreas ficaram 23,1% mais caras no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto as tarifas de ônibus subiram 6,3%. No Nordeste, o reajuste acumulado do transporte rodoviário foi de 4,4%, abaixo da média nacional. Já na comparação entre junho de 2026 e o mesmo mês de 2025, as passagens aéreas registraram alta de 52,4%, contra avanço de 7% nas tarifas rodoviárias.
Segundo o IRCB (Índice do Rodoviário ClickBus), o transporte por ônibus manteve reajustes mais próximos da inflação oficial e inferiores ao aumento do diesel, que acumulou alta de 8,5% no semestre. Para a empresa, isso indica que parte da elevação dos custos operacionais não foi integralmente repassada aos consumidores. Na série histórica iniciada em 2017, o índice acumula alta de 59,8%, abaixo dos 80,9% registrados pelas passagens aéreas no mesmo período.
O estudo também aponta diferenças entre regiões e modalidades. O Nordeste liderou a alta mensal em junho, com avanço de 3%, impulsionado pelas festas juninas e pela demanda às vésperas das férias escolares. Entre os tipos de viagem, as tarifas interestaduais subiram 7,6% no semestre, acima dos 5,9% das intermunicipais. Já entre as categorias de serviço, a classe cama registrou o maior reajuste, de 8,8%, enquanto as viagens de curta distância apresentaram a maior alta entre as faixas de percurso, com avanço de 10,1%.









