O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dobrou o teto para financiamentos do Fundo Clima, que passa de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão. Entre os primeiros projetos beneficiados pelo novo limite estão aqueles que incluem minerais críticos e estratégicos. A informação foi publicada no site oficial do banco e divulgada pelo Instituto Talanoa, organização focada no combate às mudanças climáticas, sediada no Rio de Janeiro, que analisa dados e monitora políticas públicas.
De acordo com o Boletim Fundo Clima, publicado pela organização, esta mudança considera ainda projetos que envolvam as seguintes atividades que contribuam para a transição energética e descarbonização: beneficiamento, refino, transformação mineral ou fabricação de insumos estratégicos utilizados em baterias, motores elétricos e veículos eletrificados.
Outras áreas que também serão beneficiadas com a medida são: desenvolvimento, construção, instalação e expansão de capacidade para produção ou adoção de combustíveis alternativos ou derivados de resíduos; soluções para conversão de biomassa em produtos energéticos, incluindo vapor, calor e biogás; conversão de biomassa em produtos de alto valor agregado; energia eólica; armazenamento de energia, bem como pack de baterias, inversores e sistemas de gerenciamento de energia; desenvolvimento, produção e uso de hidrogênio de baixa emissão de carbono, seus derivados e infraestrutura e cadeia produtiva de fornecedores associada.
Esta mudança no limite de financiamento foi feita sem o aval do Comitê Gestor do Fundo Clima, como ocorreu em 2024.
O teto valerá para a maior parte dos contratos de financiamento pelo braço do Fundo Clima administrado pelo BNDES, que conta, em 2026, com R$ 27 bilhões para empréstimos para empreendimentos que reduzam as emissões ou capturem gases de efeito estufa e para financiar a adaptação às mudanças climáticas.
O Fundo Clima tem orçamento de R$ 42,5 bilhões em 2026 e vem reduzindo a dependência de recursos do petróleo.
“Os R$ 31 bilhões que viriam da venda de participação da União em campos do pré-sal foram substituídos por outras fontes da União, de acordo com dados do Tesouro Nacional”, informa o Instituto Talanoa.
“O fim da expectativa de que o petróleo ajudaria a financiar a transição para uma economia de baixa emissão de carbono e a combater os impactos da mudança climática em 2026 representa um movimento importante no financiamento climático no Brasil, que tem no Fundo Clima seu principal instrumento”.
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Fonte: https://radarmineracao.com.br/bndes-aumenta-limite-do-fundo-clima-para-r-1-bilhao/











